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Do CAD ao Revit

Uma coisa era usar um software com o qual eu já estava acostumado, outra era ter que encarar toda a linha de aprendizado de um programa com uma linha de produção totalmente diferente do meu habitual. Foi diante disso que me encontrei ao pesar a mudança do CAD ao BIM. - Com o DraftSight e o AutoCAD eu primeiramente defino as "penas" que vou usar de acordo com o que vou desenhar, após isso eu já posso começar a traçar a planta do imóvel, geralmente partindo do plano de corte. Daí pra frente eu apenas vou criando as linhas de acordo com a vista que eu quero representar. - Já com o Revit a história é outra. Não essa de definir as "penas" e começar a desenhar. Tem todo um trabalho com a definição da locação daquilo que iremos trabalhar, como as elevações e seus níveis; a definição da topografia a ser usado, quando esta é pertinente ao projeto; os detalhes de alvenaria e outras modelagens arquitetônicas e estruturais que iremos desenvolver; e pronto, daí podemos começar a...

As primeiras ferramentas

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Na minha experiência acadêmica, juntamente com a convivência de meus colegas discentes, tive a oportunidade de ter contato com diversas ferramentas e metodologias de produção de projetos. A título de demonstração eu entrei na faculdade usando um Sistema Operacional aberto, chamado Ubuntu, e nele eu usava dois softwares à princípio: DraftSight e SweetHome 3D. Eu já sabia usar o AutoCAD, porém ele não existia de forma nativa no Ubuntu.  Enquanto meus amigos usavam o AutoCAD. - Não tive problemas de compatibilidade, e até cheguei a cumprir muitos trabalhos de projeto arquitetônico e alguns estruturais usando o DraftSight. O caminho começou a estreitar no momento que começamos a ser apresentados à metodologia BIM, à renderização 3D e aos softwares de cálculo estrutural. - Busquei diversas formas de acompanhar as matérias utilizando programas que talvez pudessem cumprir as tarefas de forma similar, mas sem sucesso. Foi quando me vi obrigado a fazer toda uma migração do ecossistema que e...

O Curso

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Na minha adolescência foi quando eu tive o meu primeiro contato com a engenharia. Comecei a trabalhar com meu pai em seu escritório onde fui ensinado a desenhar à mão em papel vegetal, usávamos caneta à tinta nanquim. Eu o acompanhei em medições para levantamento de obras, nas construções dos projetos que fazíamos e até na prefeitura para aprender como lidar com a papelada. Tenho recordação até mesmo de nossas idas à cidade vizinha onde fazíamos as cópias das pranchas, daquelas em papel azul com aquele cheiro forte. -  Toda essa experiência me fez adquirir um gosto muito favorável no rumo que eu queria para a minha carreira profissional. Infelizmente após muitos encalços no caminho eu não pude ir para uma universidade em uma cidade próxima, não tive recursos para isso. Muitos anos se passaram até que eu consegui uma forma de estudar. -  Foram anos desafiadores na FUPAC Ubá, afinal eu já tinha uma família para cuidar e a luta era vencer o trabalho o dia todo e estudar em outra ...